Uma pastilha. 3.000 microplásticos.

Mascar pastilha parece um hábito neutro.
Mas estudos recentes mostram que, ao mascar uma pastilha comum durante alguns minutos, podem ser libertadas até cerca de 3.000 partículas microscópicas na saliva, em condições laboratoriais.

Essas partículas são engolidas. E embora o impacto a longo prazo ainda esteja a ser investigado, já foram detetadas partículas semelhantes em diferentes tecidos humanos, o que levanta preocupações sobre possíveis efeitos na inflamação e na saúde intestinal.

O que está por trás da pastilha

A base da maioria das pastilhas, conhecida como “gum base”, é uma mistura de polímeros. Estes podem ser naturais e ou sintéticos, incluindo borrachas, resinas e ceras.

O problema não é apenas a composição em si, mas a falta de transparência. Na maioria dos casos, o consumidor não sabe exatamente o que está incluído nesta base.

Nem todas são iguais

O tema não se limita às pastilhas com base sintética.

Alguns estudos sugerem que mesmo pastilhas com bases mais naturais podem libertar partículas microscópicas durante a mastigação. A diferença está sobretudo no tipo de materiais utilizados e na quantidade de partículas libertadas.

Como escolher melhor

Prefere marcas que listam claramente os ingredientes.
Evita “gum base” sem qualquer detalhe.
Sempre que possível, escolhe formulações com bases mais simples e transparentes.

Em resumo

Mascar pastilha pode parecer um gesto inofensivo.
Mas perceber o que está por trás da sua composição e fazer escolhas mais informadas é uma forma simples de reduzir a exposição diária a partículas indesejadas.

Pequenas decisões, repetidas todos os dias, têm impacto.

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